
O que fazer: quando você dá mais do que pode e mesmo assim não encontra saída? Quando você se sente aprisionada e não consegue se libertar, por mais que tente? Quando todo caminho é confuso e estranho e a única certeza que você tem é de que o destino comanda sua vida? Mas não pense que deve se curvar e se entregar. Pelo contrário. Em certos momentos, nos mais difíceis principalmente, uma força surge, e junto dela o desejo de mudança, de liberdade. Liberdade de um sentimento que não tem feito bem ao seu coração. Sentimento que cria armadilhas; armadilhas insuportavelmente presentes e que vão machucando a cada tentativa de fuga. Você quer chorar, negar a todo custo, debater, gritar para o mundo o quanto isso está queimando. E as cicatrizes que ficam, ah, essas são imutáveis. Aí você pára e pensa: o que fazer? São tantas as perguntas... e as respostas? Onde estão? Onde encontrá-las? O inconsciente sussurra: “não sei, não sei e não sei”. Mas você quer. Mesmo sem encontrar, quer e anseia por resposta. Resposta a tudo isso que vem matando e sufocando durante algum tempo. Que lei é essa que rege sobre o coração de forma inexorável? Que não dá chance ao amor, que estilhaça o desejo e corrompe a razão? Razão. Uma palavra essencial e complexa. Renato Russo também quer saber quem irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração; e quem irá dizer que não existe razão? Espere o sol iluminar, a direção é você quem escolhe.